Agradeço aos meus seguidores o carinho com que me tratam. Vou tentar estar mais presente, um abraço, até breve.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Compota de Marmelo
Meus amigos e estimados seguidores, a ausência não significa afastamento. De novo venho à conversa.
Esatou a preparar uma compota do meu receituário de Mimos da Terra que quero partilhar convosco.
Brevemente voltarei com mais notícias.
Um abraço Palmira

Esatou a preparar uma compota do meu receituário de Mimos da Terra que quero partilhar convosco.
Brevemente voltarei com mais notícias.
Um abraço Palmira
COMPOTA
DE MARMELO
|
Ingredientes
|
|
Marmelo
|
1kg
|
Açúcar
|
1kg
|
Água
|
½ lt
|
Confeção:
·
Lavam-se os marmelos, descascam-se, cortam-se em
quartos, retiram-se as sementes e o endocarpo (parte interna a que estão
agregadas as sementes) e mergulham-se imediatamente em água com limão ou
vinagre para não oxidarem.
·
Retiram-se da água acidulada e cozem-se em água
limpa, deixando-os um pouco duros.
·
Retiram-se os marmelos da água, escorrem-se e
deixam-se arrefecer.
·
À água de os cozer junta-se o açúcar, na proporção de ½ litro de água para 1kg de
açúcar, e deixa-se fazer ponto de
pérola.
·
Depois dos marmelos arrefecidos, cortam-se aos
bocadinhos, juntam-se ao açúcar em ponto e deixa-se ferver até fazer ponto de
estrada.
·
Esta compota deve ficar com uma calda grossa e
transparente. Se ela começar a secar antes de atingir o ponto, vai-se deitando pequenas quantidades de água
preferencialmente da que ficou de cozer os marmelos, e continuando a
mexer, até obter o ponto de estrada.
Quadro dos valores nutritivos
|
||||||
Alimentos
|
Quant.
|
V.E.
|
Prot.
|
Gord.
|
H.C.
|
F.A.
|
g
|
kcal
|
g
|
g
|
g
|
g
|
|
Marmelo
|
1000
|
390
|
3
|
2
|
93
|
60
|
Açúcar
|
1000
|
3910
|
0
|
993
|
0
|
0
|
Água
|
500
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
Total
|
2500
|
4300
|
3
|
995
|
93
|
60
|
Nutrientes por 100g ≈
|
229
|
0
|
53
|
5
|
3
|
|
Rendimento da receita ≈ 75% = 1875g
|
||||||

quarta-feira, 14 de março de 2012
CACHAFRITO DE BORREGO
Ingredientes para 6 doses
| |
Borrego
|
1kg
|
Alho
|
3 dentes
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Cebola
|
150g
|
Banha
|
50g
|
Margarina
|
50g
|
Azeite
|
1dl
|
Vinho branco
|
1,5 dl
|
Massa de pimento
|
1 colher de sopa
|
Malagueta
|
1 vagem
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Louro
|
1 folha
|
Água e sal
|
q.b.
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Confeccção:
· Limpa-se o borrego completamente de gorduras, se for perna , retirar a bola de sebo interna, corta-se em pedaços e escalda-se com água a ferver.
· Prepara-se uma marinada com o vinho branco, o alho bem esmagado com o sal e uma folha de louro, põe-se a carne nesta marinada e deixa-se de um dia para o outro, ou no mínimo 8 horas.
· Passado esse tempo, juntam-se as gorduras( azeite, banha e margarina) numa frigideira funda ou num tacho e fritam-se os pedaços de carne até ficarem dourados.
· À gordura que ficou da fritura, junta-se uma cebola pequena picada e deixa-se alourar ligeiramente, junta-se a marinada, a massa de pimento, ou colorau em pó, se for em pó apenas uma colher de chá e um pouco de malagueta, deixa-se levantar fervura, acrescenta-se mais vinho ou água, se necessário e deixa-se ferver em lume baixo até a carne cozer bem no interior e apurar o molho. Finalmente rectificam-se os temperos de sal e picante, retira-se do lume e serve-se de seguida acompanhado com o que se quiser.
· Batatas cozidas ou pão (torrado, frito ou natural), se o molho for abundante , se o molho ficar mais reduzido que entrem as batatas fritas. As ervilhas, próprias da época, e também o arroz. Com qualquer deles, uma salada de alface e agriões, torna-se quase indispensável.
Nutrientes por dose
|
V. E.
|
Prot.
|
Gord.
|
H.C.
|
F.A.
|
kcal
|
g
|
g
|
g
|
g
| |
414
|
25
|
35
|
2
|
0,4
|
GASTRONOMIA DA PÁSCOA
Páscoa, na língua hebraica pessach, significa passagem e representa para os judeus o início da sua libertação marcada pela travessia do Mar Vermelho.
Para os cristãos a Páscoa representa a ressurreição de Cristo, logo também a passagem à libertação.
Sendo a religião cristã e a judaica derivadas do mesmo tronco comum, compreende-se que ambas tenham o cordeiro como símbolo de libertação e façam do seu sacrifício igualmente um acto religioso.
A gastronomia de um povo tem sempre a ver com algo de mais do que o puro acto de comer para se nutrir, ou para dar satisfação às papilas gustativas.
Mesmo não sendo, na maioria dos casos, o consumo de carne de borrego pela Páscoa, um acto religioso, ele não deixa de estar associado a princípios de arreigamento religiosos, sobretudo judaico, seguido pelos cristãos.
Em regiões de Portugal, onde as comunidades judaicas tiveram mais influência, ainda hoje se pratica com ritualidade religiosa do sacrifício do cordeiro pascal.
Temo-las, por exemplo, em Castelo Vide no Alto Alentejo, que se tornou, por isso mesmo, um ponto de referência turística nesta quadra, independentemente do credo religioso. Foi lá que fomos encontrar um característico prato de borrego, o cachafrito.
Na gastronomia a designação de cordeiro deu lugar ao borrego, ou cabrito. Na verdade é o ovino, ou caprino jovem da Primavera que se tornou em Portugal e não só, uma referência gastronómica da quadra pascal.
O borrego aparece cozinhado das mais variadas maneiras prevalecendo o assado no forno, o guisado, o ensopado, também em sopa, em açorda e em caldeirada.
O cachafrito só mesmo em Castelo de Vide o encontramos.
Também o coelho é outro animal associado à Páscoa não tendo já a ver com a simbologia religiosa do cordeiro, mas com a da fertilidade. É uma tradição advinda dos países do norte da Europa, que se tem vindo a estender para sul, todavia a sua implantação deve-se mais à facilidade de criação deste animal e daí ser mais consumido nas zonas rurais, sobretudo por famílias mais modestas com impossibilidade de ter cordeiro à mesa. Nas famílias mais abastadas é o borrego, sendo o coelho deixado para guisar com ervilhas no domingo de Pascoela.
Outra, tradição são os ovos da Páscoa, que datam da antiguidade e simbolizam o nascimento e a vida. Esta tradição chega até nós proveniente dos países do norte da Europa, tal como os coelhos, faz sentido na medida em que é na Primavera os ovos são mais abundantes. Outra razão terá a ver a indústria de doçaria, sobretudo a de chocolate, que criou uma apelativa oferta dos ovos de chocolate.
Como doçaria mais ou menos tradicional, temos em primeiro lugar o folar por todo o país, e que nesta região ( Torres Vedras, de usos e costumes saloios) se distingue pelo característico sabor da erva doce.
Além do folar, temos outros bolos de massa lêveda próprios da quadra pascal como, a coroa e a trança da Páscoa e o bolo de caracóis; de massa areada, entre outros, temos os bolinhos secos de amêndoa . E como sobremesa, o arroz doce em primeiro lugar, e mais requintadamente os papos de anjo e o toucinho do céu.
Porém são as amêndoas cobertas que fazem as honras da época, sendo muito comum ouvir - se chamar amêndoas a qualquer presente dado por ocasião da Páscoa, e até no sentido irónico a algum acontecimento menos bom ocorrido por ocasião desta quadra.
quarta-feira, 7 de março de 2012
BATATA COMO PRATO E BATATA COMO ACOMPANHAMENTO
·
O que antigamente era considerado o prato
principal ou, “o comer” como ainda se ouve dizer, é hoje tomado como acompanhamento.
·
Quanto ao prato, esse era o “conduto” e também
por vezes, o segundo, principalmente quando era
melhorado e comido, não sobre o pão, mas
no prato.
·
Recorda-se, por exemplo, a expressão: - O
comer d’hoje tem segundo! o que quer dizer que é melhorado, ou seja, se
for uma bifana no pão é conduto, se for
uma bifana no prato é segundo. Outra expressão que se ouve: - Vive
que nem um fidalgo, até tem sopa e segundo.
·
Os “comeres” do povo, que a civilização veio
designar por acompanhamentos eram
constituídos principalmente por, cereais, onde entra o pão em primeiro lugar, leguminosas,
principalmente feijão, grão e chícharos e só mais tarde, já no século XVIII e
mais no princípio do XIX entra então a
batata para se vir a impor a partir do século XX.
·
As
hortaliças, assim como outros vegetais, eram usadas nas sopas, que também se chamavam os
comeres. A esses comeres de então, chamamos nós hoje acompanhamentos.
·
A carne ou peixe é que eram, ao tempo, o acompanhamento, também chamados de segundo ou
conduto.
·
As saladas, fossem cruas ou cozidas, não faziam
parte da alimentação e só recentemente passaram a entrar no hábito alimentar. A
hortaliça entrava cozida na alimentação, acompanhada então de carne ou de peixe, mas não como saladas.
·
A batata,
tubérculo rico em hidratos de carbono e em vitaminas, a inclinar-se tanto para
um grupo como para outro, constitui hoje
um dos alimentos básicos, com uma grande variedade de cozinhados, que a levam a todas as mesas, das mais pobres, às mais
ricas e a todas as idades. Como negar hoje as batatas fritas à juventude? Pena
é que como vimos acima a fritura, principalmente a industrial lhe aumente tanto
as calorias, cujo excesso, constituem um problema alimentar. E, não somente
pelas calorias como pela toxidade da fritura a altas temperaturas.
·
Para quem não dispense a batata frita, mesmo
existindo tantas maneiras de a cozinhar, vamos frita-la no forno, sim no forno!
Talvez seja novidade ou talvez não? Seja
como for a receita aqui vai.
BATATA FRITA NO FORNO
·
Descascam-se as batatas, partem-se aos palitos,
como para fritar no óleo.
· Põe-se em água e sal durante cerca de meia hora,
liga-se o forno a temperatura alta e unta-se ligeiramente um tabuleiro com
azeite ou óleo, pode sobrepor-se ao tabuleiro untado um papel vegetal, também
ele ligeiramente untado.
· Retiram-se as batatas da água, secam-se num
pano, envolvem-se ligeiramente em azeite ou óleo (preferivelmente azeite),
deitam-se no tabuleiro, leva-se ao forno previamente aquecido e baixa-se
um pouco a temperatura.
· Decorridos cerca de 10 minutos mexem-se as
batatas com uma espátula e mantêm-se durante cerca de mais 10 minutos, até
estarem passadas e tostadinhas.
Nutrientes por 100g ≈ 112 kcalorias, 2,5g de prot., 2,5g de
gord., 19,2g de hid. carb. ,1,6g de fib. Alimentares.
SOUFFLÉ DE BATATA
Ingredientes:
Batatas 500g
Manteiga 50g
Leite 2dl
Claras 2 (80g)
Sal fino e pimenta q.b.
Confecção:
·
Passam-se as batatas pelo passe vitte ( também se pode fazer flocos de batata para puré),
derrete-se a manteiga, aquece-se o leite e juntam-se às batatas desfeitas,
junta-se o sal e a pimenta e mistura-se bem.
·
Batem-se as claras em castelo juntam-se e
mexe-se levemente.
·
Unta-se um tabuleiro fundo com margarina, põe-se
dentro o preparado e vai ao forno a cozer até estar levemente dourado.
Receita de,
O Mestre Cozinheiro, Laura
Santos, 1959.
SOUFLLÉ DE
BATATA COM QUEIJO
Ingredientes:
Batatas 500g
Manteiga 30g
Leite 2dl
Ovos 4 (240g)
Cebolinho 50g
Queijo ralado 75g
Sal fino e picante q.b.
Confecção:
·
Cozem-se as batatas, desfazem-se no passador
como para puré (também se pode usar batata em flocos), junta-se o leite, a
manteiga e as gemas e bate-se até o puré ficar
cremoso, junta-se o cebolinho picado, o
picante ( pimenta ou de preferência malagueta, pode adicionar-se também
um pouquinho de nós moscada) e o queijo,
reservando cerca de 1 colher de sopa deste para polvilhar.
·
Batem-se as claras em castelo e envolvem-se
suavemente no puré.
·
Deita-se o preparado numa forma alta untada com margarina,
polvilha-se com o queijo reservado e
leva-se ao forno a temperatura de 180 a 200º, durante 20 a 30 minutos.
·
Quando estiver crescido e corado, retira-se do
forno e serve-se imediatamente.
Receita de
, Receitas à Moda Antiga, Selecções
do Reader’s Digest, 1997.
Nota:
§ Este soufflé, porque é composto de proteína do queijo e dos
ovos, pode só por si, servir de prato,
acompanhado de uma salada verde.
§ Se quisermos um repasto mais completo,
também pode servir de acompanhamento para
carne ou peixe.
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